quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A EUCARISTIA

Sabemos que Jesus Cristo ao chegar ao fim de sua vida pública, convidou os seus discípulos para um jantar de despedida, mas a finalidade era passar a sua missão para serem multiplicadores desta tão bela obra. É pena que um deles lhe traiu.

Por isso ficaram celebrando em sua memória a missa que é dividida em duas partes. Na primeira são feitas de duas a três leituras, que é o sacrifício da palavra, depois o rito da consagração, onde se transforma na sua carne e no seu sangue. São momentos muito fortes para quem crê.

Daí vem a pergunta: é obrigado o Cristão assistir a missa? Não, mas se você fizer uma festinha e convidar seus amigos e eles não comparecerem, a sua reação seria de muita tristeza. Por isso Jesus também fica triste quando não vamos à missa. É lá que nós vamos amadurecendo na fé,podendo fortalecer o nosso dom de missionário, que recebemos no batismo e transmitimos aos nossos filhos.

E continue sendo multiplicador desta tão bela obra que é a verdadeira missão que está na Bíblia e ainda tem gente que não conhece.

Edval Cirilo

terça-feira, 8 de março de 2011

70 anos de vida


No dia 02 de fevereiro celebramos a apresentação de Menino Jesus no templo como luz do Mundo. Nesta mesma data que se comemora liturgicamente este evento, nasce na Lagoa Rasa, o sétimo filho de uma senhora recém viúva, que veio em boa hora para servi- la de conforto em um momento tão difícil. A sua mãe chamava-se Antonia Cirilo e a criança, Vicente Correia, que no início era como qualquer outra criança, mas ao decorrer de sua infância dava para perceber a sua inteligência e curiosidade pelas coisas, memorizando e acumulando no seu íntimo a ponto de ser um bom aluno com boas notas, mas para isto acontecer ele teve uma vigilância atuante pela mãe e as irmãs.

Mas ao chegar à juventude dedicou-se ao trabalho na agricultura com muita seriedade, mais ainda tinha tempo para fazer algumas estripulias, chegando a preocupar sua mãe, mas, sempre dentro da normalidade. Ainda jovem viajou ao Sul do País, buscando novas aventuras, aonde pode fazer o seu pé-de- meia e voltar a sua terra natal para desfrutar com sua esposa e seus dois filhos. E agora se tornou um avô coruja, dedicando parte do seu tempo a sua netinha Dara Ruth.

Remanescente da família Correia, hoje, e a última embira que nos resta, pois o resto já se quebrou.

Para mim restou pouco com essa postura de seriedade , cumpridou de seus deveres, bom pai, bom amigo, bom visinho , bem casado, boa esposa dedicada a palavra do Evangelho, e com uma inteligência de causar inveja.

Sabemos que a vida se divide em 3 etapas: Florindo, Jacinto e Serafim, espero que esta última parte que acaba de entrar seja longa, curta bem vida , tenha muita saúde e que sua esposa Francinete com toda sua meiguice e Fernanda e Marquinho cuide muito bem de você, pois, percebi que a chama da luz do batismo permanece acesa, iluminando os caminhos de quem precisa, pois, não foi à toa que Deus escolheu esta bela data que foi a apresentação no Templo, aonde o Velho Simeão anunciou a Maria que o seu coração ia ser traspassado por uma espada, mas esta mesma está aí para lhe proteger e abençoar você e toda sua família até o fim de sua existência.

Estes são tudo que deseja o seu primo Edival e seus familiares.

domingo, 6 de março de 2011

MARIA SANTÍSSIMA: NOSSA SENHORA DAS AMÉRICAS



Eu Edval Cirilo como católico e admirador desta instituição, e missionário de Jesus Cristo através do Batismo, sinto-me no dever de divulgar qualquer manifestação que venha engrandecer a palavra do Evangelho que é a mais forte fonte de vida e paz para toda a humanidade.

E sendo eu o mais admirador de Nossa Senhora, a segunda missionária nesta hierarquia , me deparo com mais uma das ações evangelizadoras desta grande mãe, pois, foi em uma romaria ao Santuário em Quixadá , intitulado Nossa Senhora do Sertão que pude conhecer toda sua intervenção evangelizadora nos países que compõem a América do Sul, e em cada um desses ela foi reconhecida como padroeira pelos seus relevantes milagres nos seus movimentos para suas independências dos seus regimes escravizadores. E eu, a reconhecendo como a Mãe da Igreja de Jesus Cristo fico mais fortificado para venerá-la e reconhecê-la como a única saída para nos levarmos até seu filho Jesus, no fim da nossa caminhada. E eu, este humilde servo recomendo as benções desta mãe tão maravilhosa, que é Maria Santíssima, para todos que lerem esses seus prodígios.

Nesta primeira parte estaremos expondo as Histórias da Imagem no Paraguai, Uruguai e Cuba.

HISTÓRIA DA IMAGEM : N.S. DO CAACUPÊ - PARAGUAI




A pequena imagem de madeira que ocupa os principais altares paraguaios, a virgem de Caacupê foi esculpida por um índio guarani fugitivo. Vendo encurralado pelos índios que o perseguiam e queriam matá-lo ele se esconde arás de uma grande árvore e promete que se fosse salvo faria com aquele tronco que o protegia uma imagem de Nossa Senhora . O índio guarani esculpiu duas imagens da virgem, uma grande , que destinou à Igreja da Aldeia, e outra menor , que fez para sua devoção particular. Mais tarde houve uma grande inundação no lago de Ypacarái, arrastando tudo que estava à sua margem. De repetente um índio carpinteiro chamado José, vê descendo pelas águas barrentas, uma pequena imagem da Virgem de Caacupê envolta em panos. Depois de ficar por algum tempo na casa do índio José, e de ter testemunhado inúmeros prodígios e graças, a imagem foi levada à Aldeia de Tobati, onde lhe construíram uma capela. A sua festa é celebrada no dia 08 de dezembro.

HISTÓRIA DA IMAGEM : N.S. DOS TRINTA E TRÊS - URUGUAI


A História Mariana, no Uruguai começou em 1726, ano da fundação de Montevidéu, com sua primeira Igreja dedicada à Imaculada Conceição de Maria. Durante a guerra da independência do País muitos fatos históricos revelaram a fiel devoção dos uruguaios a Maria . Conta a história que antes da última batalha decisiva no Urugaui, em maio de 1823, sob o comando do general Juan Lavaleja, 33 soldados vindos do Brasil desfilaram diante da Virgem de Luján del Pintado , na cidade de Flórida, renovando o juramento de “liberdade ou morte”.

Em agosto do mesmo ano, a Assembléia dos Bispos, convocada pela igreja paroquial de Flórida, declarou a independência nacional e decretou que a partir daquela data a Virgem receberia o nome de Virgem dos Trinta e Três, passando para a História o confiante e decisivo gesto dos 33 valentes soldados. Inspirada na Assunção de Murillo, sua estatueta de 36 cm apenas, foi esculpida por um indígena , que expôs à veneração num ermida na Serra do Pintado, próxima a uma aldeia jesuíta. Com a partida dos jesuítas surgiu ao seu redor um pequeno centro habitado, Vila de Luján del Pintado, que mais tarde tornou-se paróquia. Transladada para a cidade de Flórida, a pequena imagem traz hoje, em um, lápide a histórica inscrição: “ Diante desta imagem de Nossa Senhora de Luján del Pintado, os trinta e três inclinaram sua bandeira tricolor. A ela também invocaram os Convencionais da Independência”.

Em 21 de novembro de 1962, a Virgem dos trinta e três foi proclamada pela Santa Sé padroeira do Uruguai e, em 1º de abril de 1963, a Catedral de Flórida foi honrada com o título de Basílica Menor. Sua festa é celebrada no dia 08 de dezembro.

HISTÓRIA DA IMAGEM :N.S. DA CARIDADE - CUBA



Nossa Senhora da Caridade foi proclamada padroeira de Cuba no início do século XX, a 10 de maio de 1916, pelo papa Bento XV, e solenemente coroada em 20 de janeiro de 1936, em Santiago de Cuba, na presença de uma grande multidão.Há duas versões narrando o aparecimento da imagem . É a estátua de uma virgem negra, coroada e coberta por vestes reais, com o Menino Jesus ao colo.

A primeira versão diz que ela foi encontrada nas águas do Mar das Caraíbas por Afonso Ojeda. Este era um comandante do Exército Espanhol que em sério perigo de naufrágio clamou à Virgem, prometendo erguer-lhe uma capela se fosse salvo. Outra versão atribui o encontro da imagem a dois irmãos índios, Juan Rodrigo e Juan Diego Hoyos, e ao negro Juan Moreno, que teriam passado três dias em alto mar enfrentando terrível tempestade. Naquela manhã o mar estava tranqüilo, e decidimos partir para recolher sal. No meio do mar, vimos qualquer coisa que flutuava. Logo um dos irmãos exclamou que se tratava de uma estátua da Virgem Santa que trazia nos braços o Menino Jesus.

Em seu pedestal de madeira estava gravado “ Eu sou a Virgem da Caridade “ A imagem flutuava sobre a água no entanto o seu manto, que era de tecido, não estava malhado. Felizes, recolhemos apenas um terço do sal que precisávamos e, com a estátua retornamos à margem . Sua festa é celebrada no dia 08. de setembro.

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, PADROEIRA DO MEXICO


No ano de 1530 após os espanhóis terem invadido a grande civilização da América central que era os Astecas., Os Maias e os Incas começaram a quererem se apossar, a ditar ordem como se fosse deles aquele continente, judiando e massacrando, fazendo tudo para expulsá-los . Foi quando mais uma vez Maria Santíssima, vendo o sofrimento daqueles povos resolve interferir, aparecendo ao índio Juan Diego, e logo fez primeiro milagre, que foi a cura do tio dele, depois ela mostra uma prova ao bispo que é as rosas que se transformam em uma bela estampa com a sua imagem, que até hoje está na nas Catedral do México aonde foi indicada pela própria Virgem para ser construída a primeira capelinha. Daí é reforçado todo o movimento missionário e as congregações em especial a Jesuíta que já era bem atuante ali tudo em defesa daqueles povos.

E a cabo de quase 500 anos daquela aparição continua o mistério naquele Santuário, foi quando o maior terremoto que acabou com boa parte da cidade, a sua área ao seu redor ficou intacta sem sofrer nem um dano físico.

É pena que ao passar dos tempos foi praticamente eliminado aquela grande civilização que já existia ali, deixando suas ruínas para estudo dos pesquisadores. Tudo isso foi porque não obedeceram a grande constituição deixada por Jesus Cristo que é a Bíblia Sagrada e os Mandamentos para que todos tenham vida e vida digna.



IMACULADA CONCEIÇÃO APARECIDA , PADROEIRA DO BRASIL



Conta uma lenda que no início da colonização do Brasil, um casal de portugueses vieram para o Brasil e ficaram morando no Vale do Paraíba no Estado de São Paulo, à beira de um rio, e trouxeram uma bela imagem de Nossa Senhora da Conceição , onde todos os dias rezavam o terço e outras orações. Ao falecerem, a imagem ficou de geração para geração até que o último herdeiro não era uma pessoa muito ajustada a ponto de uma discussão com a esposa, cortou-lhe o pescoço e jogou no fundo do rio Paraíba.

Esquecemos a lenda e vamos aos fatos verídicos como já falei em outros escritos sempre quando havia uma situação crítica em cada País das Américas, Maria Santíssima coloca a sua mão divina para ajudar a resolver. E no Brasil não foi diferente, quando os colonizadores estavam massacrando os índios e negros escravos, surgiu o mistério, e ela surgiu do fundo do rio pescada por três pescadores que estavam encurralados pelos seus patrões sobre pena de padecerem, se não encontrassem peixe tinha todas as características da imagem da lenda, e a sua cor negra deve a lama que envolveu por dezenas ou centenas de anos, daí surgiu o primeiro milagre foi quando as redes se encheram de peixe, depois o milagre do escravo Zacarias. E o terceiro foi a aposta do cavaleiro que queria entrar na capelinha.

E hoje, tornou-se o maior Santuário Basílica Mariano do Mundo com milhões de romeiros que não param de venerá-la e agradecer milagres e graças alcançadas a todo momento.

Este é um pequeno resumo que pude colher dentro de minha pequenez intelectual de um homem do campo que não se cansa de venerá-la, esta grande mãe MARIA Santíssima, mãe de todo o povo brasileiro

Edval Cirilo,

Nossa Senhora de Luján - Padroeira da Argentina


Na Argentina a devoção mariana remonta aos seus colonizadores, no início do século XVI. D
iz a tradição que nas guerras da independência os conquistadores e generais não saíam para as batalhas sem antes pedir com seus soldados a proteção da Virgem Maria. Entre os muitos santuários dedicados a Nossa Senhora, destaca-se o de Luján, cerca de 60 km a oeste de Buenos Aires. A origem do título Nossa Senhora de Luján é contada de pai para filho: um rico fazendeiro, Antonio Farias de Sá, habitante de Sumampa, hoje Santiago deI Estero, encomendara de um amigo brasileiro, uma estatueta da Imaculada Conceição. Era sua intenção construir na fazenda uma capela em louvor àVirgem Maria.
hegada de navio a Buenos Aires, sua encomenda seguiu viagem com outras mercadorias, em carros-de-bois. Às margens do rjo Luján, os mercadores fizeram uma parada. No dia seguinte, por um estranho prodígio, os bois empacaram e nada os fazia andar. Resolveram então aliviar-Ihes a carga. De nada adiantou. Só depois que o último caixote, justamente o que guardava a imagem, foi retirado do carro, os bois saíram do lugar. Todos entenderam então que era ali que a Virgem queria ficar. Estando próximos da fazenda de João Rosendo, para lá se dirigiram em procissão, e improvisaram um altar para a imagem. Tão logo possível, construíram ali uma pequena capela que hoje é o belíssimo santuário de Luján. Esse local ficou conhecido como a "detenção da carreta" ou o "milagre de Luján".
A devoção a Nossa Senhora de Luján espalhou-se por toda a América. Sua festa principal é celebrada no dia 8 de maio.

Nossa Senhora de Chiquinquirá - Padroeira da Colômbia



"A Colômbia é um jardim mariano, em cujos santuários domina, como o sol entre as e
strelas, Nossa Senhora de Chiquinquirá", são palavras de Pio XII depois repetidas por João Paulo II em julho de 1986, por ocasião do quarto centenário da restauração miraculosa do quadro da Virgem.
Esse quadro, medindo l,13x26, encomendado por Antonio de Santana, rico proprietário de terras, foi pintado por Alonso de Narváez, sobre uma tela rústica tecida pelos índios.
Depois de doze anos exposto à veneração popular, essa obra de arte apresentou sinais de deterioração e foi retirada do altar. Maria Ramos, uma devota, encontrando-o entre velharias de um depósito, recolheu o quadro e colocou-o num pequeno altar em sua casa. Diante desse altar, toda tarde rezava com parentes e amigos.
Conta-se que no dia 26 de dezembro de 1586 a tela se iluminou, as cores se reavivaram e a imagem reapareceu límpida e bela deixando atônitas as pessoas que ali rezavam. A notícia do prodígio espalhou-se. Logo iniciaram-se as grandes peregrinações. Foi construída no local uma pequena capela que em 1608 tornou-se uma bela igreja e, em 1812, cedeu lugar à atual basílica.

A pequena cidade colombiana de Chiquinquirá, às margens do rio Suárez, é testemunha de inumeráveis favores de Maria ao povo colombiano. Várias vezes durante o primeiro século de independência, quando o país foi vítima de lutas sanguinárias, a intervenção da Virgem foi decisiva. Em 1816, proclamada Capitã do exército, a imagem foi levada ao campo de batalha. No dia da vitória ela recebeu, como ex-voto, a espada gloriosa do "libertador" Simon Bolívar. ( Fonte:
http://nossasenhoradasamericas.blogspot.com )

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ROMARIA Á CANINDÉ

Alguns anos atrás. Meu genro Pedro Morais, foi vítima de uma doença, cujo diagnóstico deu positivo. Foi uma grande preocupação de todos os familiares e amigos. Quando seu irmão Manuel Moraes Brito, teve a inspiração e recorreu a São Francisco do Canindé e para a nossa surpresa a segunda biópsia já deu negativo, que para todos foi um momento de alívio e alegria, já reconhecemos que foi uma graça.

No dia 11.12.2010, formamos uma pequena caravana, 3 carros com as seguintes pessoas: o agraciado Pedro, sua esposa Janaina e seu filho Pedro Júnior, Manuel, o intercessor, sua esposa Alice, sua filha Ana Beatriz e Rita, seu irmão Gesualdo e sua irmã Ceni, seu sogrro Edval e sua sogra Nair, a matriarca Deni, Mundinha e sua sobrinha Dyara.

A saída, às 6 horas da manhã, lembrei-me de pedir a proteção à São José , ao passar em Várzea Alegre, lembrei-me de São Raimundo Nonato, em São Caetano, que foi lugar de Romaria, reforcei o pedido. Ao chegar à BR-20 estava a estátua de N.S. de Boa Viagem mostrando o caminho até Madalena, que já nos esperava na beira da pista, para nos enviar a São Francisco, que nos esperava na entrada da cidade mostrando as suas chagas e querendo dizer faça tudo que ele mandar, eu sou apenas um instrumento em nome de Jesus.

Fizemos nossa obrigação e retornamos à Quixadá, para outra romaria na casa da Mãe do Sertão, que é o Santuário, que começou em 1988, por uma inspiração divina que foi dada a D. Adélio Tomazzine, hoje bispo emérito de Quixadá. Fiquei impressionado ao ler o livro da história do santuário, como ele conduziu esta grande obra em pouco tempo, com um custo financeiro muito grande e as coisas foram se encaixando, como se fosse coincidência, que nem o bispo sabe como tudo acontecia, a ponto de inaugurar no dia 11 de fevereiro de 1995. D. Adélio conta que fez o possível para utilizar todo o material disponível do local, tanto para fazer a parte física, como na parte litúrgica e fazer o mínimo para não agredir o meio ambiente

Uma das preocupações do Bispo é divulgar a atuação de Maria e levar a missão do seu filho em todas as situações. Na Lateral da igreja da Igreja do Santuário tem a ação de Maria na evangelização das Américas, cada País, Maria tem um nome e o quadro descrevendo a sua intervenção nas horas mais difíceis

Para nós que fizemos esta pequena romaria, saímos confortados e abençoados por N.S. Protetora do Sertão. As já que estávamos em Quixadá, aproveitamos para conhecermos o açude Cedro, que é uma verdadeira obra arquitetônica, iniciada em no século XIX ( em 1873) e terminada no século XX( em 1906), com extensão de sei quilômetros, sendo que, a parede dá 500( 300 metros), com pedra bem trabalhada em forma de meia lua, com guarda- mão, que veio da Escócia, iniciada ainda na gestão de D. Pedro II.

Ao retornarmos, chegando a São Caetano, e verificando a data daquela capela, que foi construída em 1862, fiquei a imaginar por que não pesquisei o Santuário de São Francisco? A sua construção? Foi aí que recorri ao livro do Padre Neri Feitosa, sobre a genealogia da família Medeiros, onde encontrei o nome do fundador Francisco Xavier Medeiros, que veio dos açores, uma ilha de Portugal, nos anos de 1.700, que já veio conduzindo a imagem e deu acesso a toda essa romaria.

A São Francisco em nome de toda a família, meu muito obrigado, e à Mãe do Sertão, as suas bênçãos.

MEMÓRIA DOS 100 ANOS DE MARIA DA SILVA BRITO


Nasceu na Palmeirinha dos Britos, no dia 03 de julho de 1910. Filha do 2º casamento de João da Silva Brito com Ana da Conceição, ficando órfã ainda criança, foi criada pela 3ª esposa de seu pai, já dava para perceber que sua infância não foi das melhores.

Aprendeu a ler e escrever o básico para sua sobrevivência, sempre foi muito habilidosa com os afazeres domésticos, capaz de com 16 anos casar-se com um viúvo de 29 anos, um homem de boa reputação, tendo acontecido à cerimônia na casa de oração na Ponta da Serra e tendo como ministro monsenhor Assis Feitosa, no ano de 1926.

Sempre foi fiel a igreja de Jesus Cristo, na ação e na oração e a sua família se multiplicou quase como a de Abraão, porém isto custou muito suor e lágrimas para criar dentro das normas da época, como resultado deste casamento nasceram 13 filhos, sendo 7 homens e 6 mulheres, destes casaram-se 11, o suficiente para gerar 48 netos, 66 bisnetos e 20 tetranetos, totalizando uma descendência de 147 pessoas. Era visível o carinho que tinha com a família e em alguns momentos chegava a ser vaidosa, só querendo morrer depois que visse um tetraneto, e foi ouvida, chegou a pegar no colo e abençoar Anyelle, neta de sua neta Emília, hoje uma belíssima jovem, simpática, estudiosa e carinhosa.

Tinha um filho pródigo na sua vida, mas nunca deixou de dar carinho e afagar quantas vezes fosse preciso. No seu silêncio materno muitas vezes se encontrava em oração. A caridade fazia parte do seu dia a dia, tinha muitas comadres do qual fazia parte das suas conversas informais, gostava de roupas novas, e muito zelosa com a parte da higiene. Era bem interessante ver as pequenas discussões com seu esposo que para nós se tornavam em humor, gostava muito de cozinhar, mas se tivesse carne.

Tinha muita seriedade nas suas simpatias, não era falsa, a sua resposta era de corpo presente e não tolerava conversa besta, a resposta era um cutuco. É pena que a gente não valoriza essas pessoas, e só sabemos o valor que tem quando as perdemos. Foi o meu caso, que vivi 20 anos com esse tesouro e não o valorizei.

Ponta da Serra, 03 de julho de 2010.

Edval Cirilo e Aldenir

DESAFIANDO A NATUREZA

Desde o início da civilização, que o homem procura desafiar Jesus Cristo, discordando de quase tudo. No passado iniciaram uma torre para chegar no céu, era a Torre de Babel, que não deu certo, depois as novas descobertas dos planetas, procurando vestígios de vida e ainda discordam da geração do homem, dizendo que viemos do macaco.

Por que não foram estudar a nossa fauna e decifrar os costumes dos nossos animais? Como o João de barro que sempre faz o ninho, com a mesma matéria prima e do mesmo modelo desde o início e os materiais que compõem esta argamassa que até a chuva não corrói?

E a acauã que faz seu ninho na mais alta árvore e cobre de espinhos ao redor da árvore para afastar os predadores?

Outro que faz seu ninho perto de um maribondo para maior segurança.

O beija flor que tem seu ninho uma obra de arte.

O Teotônio com seu enorme ninho a beira d’água com todas as espécies de espinhos.

E o urubu que deposita seus ovos em uma toca de pedra e seu filhote nasce branco e quando aparece visita, ele vomita com nojo.

Tem a codorniz que quando se pega ela viva faz-se de morta para fugir.

Tem a curicáca quase desconhecida só aparece à noite com o seu canto estridente procurando alimento.

A mãe da lua com seu canto assombroso nas notes de lua clara, com seu bocão aberto em cima de um toco colhendo alimento.

O furão que só anda em grupo, em forma de um trem, formando uma carreata em busca de alimento.

Estas são pequenas curiosidades que se tem, que não podemos decifrar e preservar esses segredos tão simples, queremos é criar células para tentar fazer um ser humano e se não soubermos manipular pode se virar até num monstro.

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Ponta da Serra, outubro de 2010 Edival Cirilo

SOBREVIVÊNCIA


Lá pelo meio do século XX, havia um cidadão que morava na represa do açude de João Leandro, ao pé da Serra da Fortuna, entre a água e a mata, que se chamava João Bolacha. Trabalhava na fazenda, na diária e para completar a renda familiar, criava bode, galinha e uma grande porca que procriava muito bem, todas as suas crias que eram de doze bacorinhos eram encomendados com antecedência por causa do seu desenvolvimento. E o segredo estava na habilidade deste animal em procurar alimento, passava o dia procurando batata de vitória régia, que tinha em abundância, às vezes em lugares muito fundo que causava admiração a se pensar que ela não retornava mais.

Foi aí, que um parente, chamado Joaquim Mateus, fez uma comparação com o animal, que quando você quer um bom animal para criar, compra uma bacorinha de João Bolacha. Também quando você quer casar um filho ou filha, procure orientá-los para procurar casais que vivam bem unidos, que sejam bons amigos dos filhos e que sirvam de exemplo na comunidade. Por falta destes casais é exemplo que os casamentos não têm mais sustentação, ninguém preserva mais os preceitos que foram repassados pelos nossos antepassados, tornando um povo sem rumo, vivendo como barata tonta, procurando saciar os seus prazeres, levando uma vida mundana e gerando filhos que passam a viver a revelia sem perspectiva de vida digna.

Fica aí o meu protesto de um cidadão inconformado com este sistema globalizado, que só veio desestruturar as nossas famílias.

PONTA DA SERRA, OUTUBRO DE 2010.

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Edival Cirilo